quinta-feira, 12 de abril de 2012

"Henrique Moreira - Escultor do Porto" - olhar de Fátima Bordonhos

Olhar... olhar... olhar...
Nunca tinha "olhado" esta obra... e tão perto estava! e tão pouco tempo foi! e tantos pormenores escaparam!
Esta saída cumpriu um objectivo, o de que de hora avante passarei a "Olhar", o que devo olhar, com um olhar mais atento.














Olhar... olhar... olhar... 

domingo, 1 de abril de 2012

Saída oito - "Henrique Moreira - Escultor do Porto"

Em miúdo frequentei a Avenida dos Aliados. Tenho na ideia que era uma praça bastante grande, com muito movimento. Era uma praça  com muito movimento dos cafés. No centro ficavam os canteiros floridos que contornavam duas estátuas: a que chamaram Juventude (para mim era a menina nua) e mais acima a dos Meninos que passava mais despercebida. O seu autor é Henrique Moreira, nascido em 1890 e falecido em 1979, escultor que deixou a sua marca  na cidade do Porto.

O objetivo é pois registar as fotos do seu trabalho não esquecendo que as esculturas representam pessoas que marcaram um tempo mas que  também elas vão marcando o nosso tempo.

Eis algumas das suas obras: Busto de Camilo (Av. Camilo, 1925), Monumento aos Mortos da Grande Guerra (Pr Carlos Alberto, 1928), Oito Figuras Femininas no Cimo do Edíficio do ex-comércio do Porto (hoje BANIF, Av. Aliados, 1929), O Pedreiro (no jardim em frente à Esc. Infante D.Henrique, 1932), Baixo relevo do Índio Guarany (Café Guarany, 1933), A Aguia, os Frisos (Café Império, 1936), o Salva-Vidas (Av. Brasil, 1937), Baixo relevo sobre a faina da Pesca (Entreposto Peixe, Massarelos, 1939), Medalhões s/ a Pesca (Edíficio Frígorifico, 1939), Friso exterior do Teatro Rivoli e no Átrio (1942), Baixo relevo da Descida do Espírito Santo (bronze, Igreja Trindade, 1945), Estatuária da fachada da Igreja Nª Sª Conceição (Pr. Marquês, 1946), Baixos relevos do Altar de Nª Sra Auxiliadora e de Sto António (Igreja Congregados, 1949), Alto relevo no exterior do Hotel Infante Sagres (Pr. Filipa de Lencastre, 1950), Grupo escultórico com Mulher e Cavalos (Palácio do Comércio, R. Sá da Bandeira, 1955), Atlantes e Cariátides (lado direito do Edifício da Câmara Municipal do Porto, 1957), Padre Américo (Pr República, 1959), A Criança e a Corsa (Jardim de S.Lázaro, 1964), Raúl Brandão (Jardim passeio Alegre, 1967), e muitas outras...

Com este rally-fotográfico penso que os participantes ficarão a conhecer um pouco mais da sua cidade.
As fotografias não precisam de versar apenas as esculturas mas tb os espaços fisicos e humanos aonde se inserem. Atendendo à quantidade de obras existentes poderão deslocar-se a pé, de elétrico, ou gaivota..

Nota: Pede-se desde já desculpa por qualquer lapso na descrição das obras indicadas.

David Santos

Este foi o tema da nossa oitava saída (11-04-2012) e fomos seis (click em cima do nome para acesso direto ao olhar individual):

"Ferro forjado e fundido" - olhar de Laurindo Almeida

Grupo 1 - fotos com uma Nikon D7000 equipada com uma Nikkor 105 mm 2.8G macro (do Zero) praticamente sem qualquer edição
alinea a. pormenores da rua das Flores Porto


alinea b. e os seus agentes

alinea c. arquitetura do ferro - o mercado Ferreira Borges Porto - pormenores


Grupo 2 - fotos com uma Fujifilm X-10 praticamente sem qualquer edição)






A arquitetura do ferro, que muitos vêem como a tentativa da supremacia da funcionalidade mecânica sobre a a funcionalidade simbólica, teve no Porto, a partir de meados do séc. XIX, vários exemplos essencialmente ligados aos transportes, a exemplo do resto do país. Ainda hoje podemos admirar obras como a ponte D. Maria Pia de Gustavo Eiffel, inaugurada em 1876, ponte D. Luis I de Teófilo Seyrig, inaugurada em 1886, a gare e sua cobertura da estação de S. Bento da autoria de Marques da Silva, inaugurada em 1916 (aqui retratada no "grupo 2" 4 fotos inicias e foto 7). 
Após a demolição do Palácio de Cristal em 1953. obra inaugurada em 1865, da autoria do arq. Thomas Dillen Jones, o Mercado Ferreira Borges, inaugurado em 1888, da autoria do arq. João Carlos Machado, assume-se como a edificação não ligada aos transportes, mais representativa da cidade e é aqui amplamente representada ("alínea c" e fotos 9 e 10 do "grupo2"). No entanto é na miríade de pormenores construtivos e decorativos que o ferro foi largamente utilizado na cidade e que por isso aqui também representamos nesta sessão fotográfica, fugaz como caraterística própria, os exemplos são todos da Rua das Flores no Porto. Como excepção apenas 2 fotos, a última efetuada na Praça D. João I, no Porto que nos mostra um confronto da estátua perene em fundo, da autoria de João Fragoso datada de 1960, com um exemplar efêmero datado de 2012 e colocado à porta do teatro Rivoli na altura da inauguração do Fantasporto. A outra excepção é a 6a  foto  do "grupo 2" que nos apresenta um "portal" na R. Formosa no Porto. O tempo não deu para mais ...   
Nesta saída captei fotos com uma das minhas câmaras, uma Fujifilm X-10 que troquei a meio do percurso com a que o Hugo ("Zero") trouxe, o que me parece ser um conceito que vou tentar estender com os restantes participantes nas próximas saídas.