Em miúdo frequentei a Avenida dos Aliados. Tenho na ideia que era uma praça bastante grande, com muito movimento. Era uma praça com muito movimento dos cafés. No centro ficavam os canteiros floridos que contornavam duas estátuas: a que chamaram Juventude (para mim era a menina nua) e mais acima a dos Meninos que passava mais despercebida. O seu autor é Henrique Moreira, nascido em 1890 e falecido em 1979, escultor que deixou a sua marca na cidade do Porto.
O objetivo é pois registar as fotos do seu trabalho não esquecendo que as esculturas representam pessoas que marcaram um tempo mas que também elas vão marcando o nosso tempo.
Eis algumas das suas obras: Busto de Camilo (Av. Camilo, 1925), Monumento aos Mortos da Grande Guerra (Pr Carlos Alberto, 1928), Oito Figuras Femininas no Cimo do Edíficio do ex-comércio do Porto (hoje BANIF, Av. Aliados, 1929), O Pedreiro (no jardim em frente à Esc. Infante D.Henrique, 1932), Baixo relevo do Índio Guarany (Café Guarany, 1933), A Aguia, os Frisos (Café Império, 1936), o Salva-Vidas (Av. Brasil, 1937), Baixo relevo sobre a faina da Pesca (Entreposto Peixe, Massarelos, 1939), Medalhões s/ a Pesca (Edíficio Frígorifico, 1939), Friso exterior do Teatro Rivoli e no Átrio (1942), Baixo relevo da Descida do Espírito Santo (bronze, Igreja Trindade, 1945), Estatuária da fachada da Igreja Nª Sª Conceição (Pr. Marquês, 1946), Baixos relevos do Altar de Nª Sra Auxiliadora e de Sto António (Igreja Congregados, 1949), Alto relevo no exterior do Hotel Infante Sagres (Pr. Filipa de Lencastre, 1950), Grupo escultórico com Mulher e Cavalos (Palácio do Comércio, R. Sá da Bandeira, 1955), Atlantes e Cariátides (lado direito do Edifício da Câmara Municipal do Porto, 1957), Padre Américo (Pr República, 1959), A Criança e a Corsa (Jardim de S.Lázaro, 1964), Raúl Brandão (Jardim passeio Alegre, 1967), e muitas outras...
Com este rally-fotográfico penso que os participantes ficarão a conhecer um pouco mais da sua cidade.
As fotografias não precisam de versar apenas as esculturas mas tb os espaços fisicos e humanos aonde se inserem. Atendendo à quantidade de obras existentes poderão deslocar-se a pé, de elétrico, ou gaivota..
Nota: Pede-se desde já desculpa por qualquer lapso na descrição das obras indicadas.
David Santos
Este foi o tema da nossa oitava saída (11-04-2012) e fomos seis (click em cima do nome para acesso direto ao olhar individual):