
Porque não aproveitar a nossa “baixa do Porto” com tanta história para contar, em particular as portas do velho casario por onde tanta gente já passou, cantou, amou e lutou...
A minha sugestão será então lançarmos um “olhar” para esses adereços que embelezam ainda hoje estas velhas portas. Batentes, aldrabas e puxadores e porque não as fechaduras e ranhuras para o correio... tudo serve desde que exista numa porta deste nosso Porto antigo.
”Aldrabas e batentes serviam para, batendo numa espera metálica, anunciar visitas, servindo ao mesmo tempo, consoante o design, para protegerem a casa dos maus olhados e intenções duvidosas, advertindo os intrusos para consequências imprevisíveis, ao exibir sinais de poder.
O que distingue os dois objectos é que a aldraba (do árabe Ad-Dabbâ), com a configuração do contorno de um punho fechado, está ligada a uma tranqueta, e ao rodar 90º a 180º graus, abre e fecha a porta.
O batente é muitas vezes uma argola, suportada por uma cabeça de leão e também aparece avulso, sob a forma de mão feminina (no Magreb, chamam a este batente Mão de Fatma,a filha do profeta Maomé, porque se crê que a mão ligada ao divino protege). Pode ser ainda (de maneira estilizada) golfinho-tritão, serpente, lagarto, mastim, ferradura, ampulheta, lira, cabeça de Medusa, etc. Ao contrário da aldraba, o batente não roda, apenas bate na porta.”
In Aldraba Digital (ALDRABA - Associação do Espaço e Património Popular)
Este foi o tema da nossa terceira saída (29-02-2012) e fomos cinco (click em cima do nome para acesso direto ao olhar individual) :
Fátima Bordonhos
































