quinta-feira, 1 de março de 2012

"Batentes, aldrabas e puxadores" olhar de Óscar Jantarada


















"Is there anybody out there?" ...
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Um tema, diferente e muito desafiante.
Situação, que por motivos óbvios obrigou a separação do grupo, para não correr o risco de fotografar o mesmo motivo.
Obviamente que devem existir muitos motivos sobre o tema na cidade do Porto, mas tendo em conta a s limitações de tempo, a área geográfica não permitiu uma exploração mais exigente.

Equipamento utilizado: Nikon D7000 Objectiva AF-S Nikkor 35 mm 1:1. 8G

"Batentes, aldrabas e puxadores" olhar de Miguel Bacelar








"Batentes, aldrabas e puxadores" olhar de Laurindo Almeida



                                    Rua da Firmeza 363                                               Rua de Entreparedes 68                                                  Rua de Dom Hugo 3


Rua de Entreparedes 80                                      Rua de Sá da Bandeira 377

Rua de Dom Hugo 23
Rua de Dom Hugo 13                                               Rua de Dom Hugo 41C
Rua de Dom Hugo 8                                                                                          Rua de Passos Manuel 263
aldabra no Terreiro da Sé s/n                                                           batente em forma de aldraba na Rua Dom Hugo 14
Num período particularmente curto, nem sempre é fácil descobrir os alvos, captá-los e conseguirmos ter preocupações com a composição da imagem. Talvez seja esta a fina linha que distingue os bons fotógrafos. Nos 45 minutos em que captei este conjunto de imagens, deparei-me com zonas da cidade muito uniformes, já que as edificações de algumas ruas foram feitos no mesmo período temporal. Havia que encontrar outros exemplares e desde logo as "aldrabas", e esta foi a principal preocupação que me levou a muito caminhar e a esquecer que para além dos aspectos de sistematização, históricos e de etnografia eu estava ali como fotógrafo. Cansado de tanto calcorrear neste três quartos de hora ... só posso pedir desculpa pela qualidade das imagens. Todas estas imagens foram captadas na cidade do Porto (Portugal).
fotos captadas com uma máquina D3 equipada com uma lente Nikon 60mm 2.8G ED Micro

"Batentes, aldrabas e puxadores" olhar de Fátima Bordonhos














A falta de batente... o "roubo"



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Saída três – “Batentes, aldrabas e puxadores”



Porque não aproveitar a nossa “baixa do Porto” com tanta história para contar, em particular as portas do velho casario por onde tanta gente já passou, cantou, amou e lutou...
 



A minha sugestão será então lançarmos um “olhar” para esses adereços que embelezam ainda hoje estas velhas portas. Batentes, aldrabas e puxadores e porque não as fechaduras e ranhuras para o correio... tudo serve desde que exista numa porta deste nosso Porto antigo.

”Aldrabas e batentes serviam para, batendo numa espera metálica, anunciar visitas, servindo ao mesmo tempo, consoante o design, para protegerem a casa dos maus olhados e intenções duvidosas, advertindo os intrusos para consequências imprevisíveis, ao exibir sinais de poder.

O que distingue os dois objectos é que a aldraba (do árabe Ad-Dabbâ), com a configuração do contorno de um punho fechado, está ligada a uma tranqueta, e ao rodar 90º a 180º graus, abre e fecha a porta.

O batente é muitas vezes uma argola, suportada por uma cabeça de leão e também aparece avulso, sob a forma de mão feminina (no Magreb, chamam a este batente Mão de Fatma,a filha do profeta Maomé, porque se crê que a mão ligada ao divino protege). Pode ser ainda (de maneira estilizada) golfinho-tritão, serpente, lagarto, mastim, ferradura, ampulheta, lira, cabeça de Medusa, etc. Ao contrário da aldraba, o batente não roda, apenas bate na porta.”



In Aldraba Digital (ALDRABA - Associação do Espaço e Património Popular)

Este foi o tema da nossa terceira saída (29-02-2012) e fomos cinco (click em cima do nome para acesso direto ao olhar individual) :

Fátima Bordonhos