sábado, 14 de abril de 2012

"Henrique Moreira - Escultor do Porto" - olhar de Laurindo Almeida

há quem a tenha baptizado de "abundância" mas o autor preferiu designá-lo simplesmente por "meninos" a este conjunto de 3 crianças nuas em bronze inaugurada em 1932 e escolhido em concurso (2º com alguma polémica) do município

edificio dos paços do concelho intervenção de 1957 



 esculturas de fachada no edifício do jornal Comércio do Porto de 1933 (arq. Rogério de Azevedo) 

 obra de 1950 na frontaria do Hotel infante Sagres, atribuida ao escultor

provavelmente a obra mais conhecida é esta "Juventude" que é designada pelos portuenses como "Menina da Avenida" ou "Menina Nua", que muito se interrogaram como a ditadura com a sua falsa moralidade permitiu a sua permanência no local mais nobre da invicta
 obra de 1929 com colaboração do arq Manuel Marques

quinta-feira, 12 de abril de 2012

"Henrique Moreira - Escultor do Porto" - olhar de David Santos

A escultura do Henrique Moreira foi muito multifacetada.  O estilo foi sempre muito clássico mas seguindo um protótipo que coloca sempre a escultura à escala humana. A representações fizeram-se ao estilo da época, lembrando os soldado da grande guerra, os santos e os padres que praticaram a caridade (S.António, ou Padre Américo), os escritores que marcaram os leitores (Camilo, Raúl Brandão). E quem não leu os Pescadores?. Ora aí está a faina do mar (nos Armazens e Frigoríficos em Massarelos) e os pescadores que fizeram parte desta terra de gentes que defrontaram o perigo (imagem sempre tão propagada). E por fim uma estética de meninos-anjos-papudos colocados em praças, jardins, chafarizes (não somos só nós pois Bruxelas tem o seu Mineken Pis). E mais a menina Aurélia (ou Lela) que ficou para ali esquecida, nua (guardada por toda espécie de ave).
















"Henrique Moreira - Escultor do Porto" - olhar de Óscar Jantarada